Foi o maior tititi na Sorveteria da Ribeira quando Luis Caldas pediu seu sorvete preferido.

E aí, grande Luiz Caldas, você que já provou do pop, lambeu o rock, almoça forró, se delicia com a MPB, faz um banquete com seu instrumental, tempera com samba-reggae, come frevo com farinha, já serviu até tupi-guarani e pra terminar preparou a nossa axé-music, responda aí: qual seu sorvete preferido?

Luis Caldas nasceu em Feira de Santana, interior da Bahia, no ano de 1963. “Desde cedo, a música passou a fazer parte de minhas brincadeiras, bem como a mania de imitar os artistas que apareciam na televisão. Entre uma brincadeira e outra, aconteceu o meu aprimoramento para as futuras performances nos palcos. Quando ingressei em bandas de baile, atuando inicialmente como cantor e logo depois como instrumentista, as portas do mundo da música começaram a ser abertas. Aprender as novas canções tocadas nas rádios era o que me motivava para seguir a carreira artística. A brincadeira de cantar, imitando outros artistas, acabou virando o meu ofício. Depois de atuar em várias bandas de bailes pelo interior baiano, veio a minha fase no Trio Elétrico Tapajós, um dos trios mais importantes do Carnaval baiano e que manteve acesa a chama do que fora inventado por Dodô & Osmar. No Trio Tapajós, tive a minha primeira canção (“Oxumalá”) gravada em disco. Desde então, as gravações não cessaram. Morando em Salvador, formei a minha própria banda, a Acordes Verdes, iniciando a carreira solo. Paralelamente, passei a trabalhar também no estúdio WR, de Wesley Rangel. Na WR, gravei o primeiro disco autoral, um compacto simples com as canções “O Beijo” e “Como um raio”. Em 1985, gravei o LP “Magia”, disco emblemático que deflagrou o que viria a ser a Axé Music. A canção “Fricote” (“Nega do cabelo duro”) puxou a vendagem deste disco e o Brasil passou a me conhecer também pelo fato de andar descalço vestindo diferente para os padrões da época. Sou o precursor de um estilo de música amparado pelo clima carnavalesco e emplaquei muitos sucessos nos discos seguintes, consolidando a carreira solo. Ganhei também projeção nacional e internacional com o sucesso de “Tieta”, tema de uma novela com o mesmo nome, da Rede Globo. Ao longo de minha carreira, que hoje segue cada vez mais consolidada, vendi mais de dois milhões de discos. Aprimorei-me como instrumentista, passando a me apresentar em teatros, mantendo-me presente nos eventos para multidões, próprios da Axé Music. Além da Axé Music, estilo que leva a minha digital e que me orgulha, passeio com desenvoltura desde o começo da carreira pelo mundo do rock, do forró, do frevo, do samba, do brega, da MPB e do clássico. Basta ver os meus discos que está lá a marca Música Popular Brasileira. A história não me deixa mentir e os discos são as provas fiéis desta minha investida silenciosa e cada vez mais firme. Assim tem sido a minha carreira e as minhas incansáveis investidas pelo mundo da música, como no projeto Melosofia e agora nas duas caixas de inéditas (cada uma com 65 canções, todas de minha autoria, algumas com parceiros, totalizando 130 músicas nunca antes gravadas). Na primeira caixa de inéditas tem CDs de rock, forró, MPB, instrumental de violão e Axé. Na segunda caixa gravo samba, MPB, frevo, brega e um disco com todas as letras em língua tupi, numa homenagem à língua dos nossos ancestrais.” (Perfil público de Luis Caldas no Facebook)

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